O PSD continua buscando impedir a confirmação de Douglas Ruas como eleito ao governo do Rio de Janeiro, mesmo após Eduardo Paes reconhecer oficialmente a derrota. A legenda entrou com uma nova ação judicial na semana passada para questionar a validade dos votos de Anthony Garotinho, indeferido na eleição, e tentar reverter a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a eleição de Ruas no primeiro turno.
A controvérsia surgiu após o TSE decidir, por maioria de votos, manter a invalidade dos votos destinados a Garotinho, levando à exclusão de aproximadamente 274 mil votos. Essa decisão elevou o percentual de Ruas para acima de 50%, garantindo sua vitória sem necessidade de segundo turno. A apuração, realizada pelo TRE-RJ, confirmou o resultado.
O esforço do PSD consiste na alegação de que os votos de Garotinho deviam ser considerados na contagem de maioria absoluta e que sua exclusão favoreceu a vitória de Ruas, impedindo a realização de uma disputa de segundo turno entre os dois candidatos mais votados inicialmente. Com a nova petição, a legenda busca uma liminar para suspender os efeitos da decisão do TSE e reabrir a possibilidade de um segundo turno marcado para 25 de outubro.
Apesar de o partido promover esse questionamento, Eduardo Paes já havia sinalizado que não iria continuar na luta judicial. Após o TSE determinar a exclusão dos votos de Garotinho, a coligação de Paes entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal, que foi rejeitado pelo ministro Cristiano Zanin. Na ocasião, Paes publicou mensagem nas redes sociais reconhecendo a derrota e afirmando que, embora dissesse respeito ao resultado, respeitaria a decisão da Justiça.
O resultado oficial do processo foi a confirmação da vitória de Douglas Ruas, que tomará posse no Palácio Guanabara em janeiro de 2027. A nova tentativa do PSD de alterar a situação não impacta o resultado já proclamado, pois somente uma nova decisão judicial poderia modificar os efeitos do julgamento do TSE e restabelecer a realização do segundo turno.
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