junho 30, 2026
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30/06/2026

Pré-campanha no Rio: grupos políticos focam na manutenção de cadeiras legislativas

A disputa eleitoral no Rio de Janeiro continua a se consolidar, com estratégias voltadas principalmente ao fortalecimento do Legislativo. A equipe de campanha de Douglas Ruas, do PL, concentra esforços em garantir a maioria na Assembleia Legislativa, priorizando essa esfera para evitar dispersões de recursos e atenção à candidatura ao governo estadual.

Essa orientação busca aproveitar o potencial do pré-candidato a deputado estadual para atrair deputados em direção ao seu projeto, evitando investimentos excessivos na disputa pela vice ou pelo governo em si. Essa estratégia reflete a percepção de que, diante do cenário político atual, a definição sobre o Palácio Guanabara deve ser o resultado de uma postura de menor exposição e maior foco na manutenção da base legislativa.

No contexto local, as movimentações internas do PL e relacionamentos políticos indicam uma certa desmotivação em relação à corrida ao governo. A influência de Flávio Bolsonaro no partido também vem fragmentando o entusiasmo, especialmente devido à baixa popularidade do senador na atual conjuntura. Enquanto isso, alianças e negociações internas continuam a orientar os passos de candidatos e partidos.

Na Câmara do Rio, o vereador Marcos Dias, pré-candidato ao Senado, tem causado desconforto entre colegas ao solicitar coautorias de projetos de outros parlamentares, muitas vezes atribuindo posteriormente essas iniciativas às próprias redes sociais, sem reconhecimento formal aos autores originais. A prática tem gerado críticas internas.

Na esfera partidária, o prefeito de São João de Meriti, Leo Vieira (PSDB), reafirmou a intenção de manter a candidatura da irmã, Helena Vieira, ao Senado, independentemente de pressões internas. A candidatura ocorre num momento em que o PSDB local, aliado a Eduardo Paes, apoia outros candidatos ao Senado na coligação, incluindo Pedro Paulo, Benedita da Silva, Marcos Dias e Miro Teixeira. Apesar de negociações pessoais para persuadir os Vieira a mudarem de posição, o grupo permanece firme na candidatura de Helena, com integrantes do partido buscando garantir posições administrativas na prefeitura do Rio ou em secretarias estaduais.

No cenário mais amplo, discussões internas revelam um jogo de alinhamentos e interesses diversos. Luciano Vieira, por exemplo, mantém apoio a Paes, embora sua relação política de fundo seja mais próxima de Douglas Ruas, rival de Paes nas eleições. Essas movimentações indicam uma estratégia de manutenção de diferentes bases de apoio, refletindo a complexidade das negociações eleitorais na política carioca.


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