A greve dos motoristas e cobradores de ônibus na cidade do Rio de Janeiro permanece em vigência após a rejeição, por parte da categoria, da proposta de reajuste apresentada pelas empresas de transporte coletivo. A decisão foi tomada durante assembleia realizada nesta terça-feira (30), em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT-1), após o encerramento de uma audiência de conciliação sem acordo entre as partes.
A audiência, conduzida pelo desembargador Gustavo Alkmim, havia sido agendada inicialmente para a próxima semana. Contudo, atendendo a um pedido dos trabalhadores, a reunião foi antecipada para esta quarta-feira (1), às 11h, na tentativa de avanços nas negociações. A proposta das empresas previa um reajuste de 4,39%, enquanto o movimento reivindicava, além de aumento salarial de 17% para funções gerais, piso de R$ 5 mil para motoristas de BRT e R$ 4 mil para os demais condutores. Outros itens de pauta incluem vale-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde, escala de 5×2 e pagamento do intervalo de refeição como hora extra.
Após a votação, os trabalhadores decidiram manter a paralisação. Durante a manifestação, houve episódios de confusão, com invasões e destruição de veículos de transporte, que marcaram o ato de protesto.
A proposta dos rodoviários prevê a concessão do reajuste em duas etapas: 8% em julho e 8,3% em novembro. Por sua vez, o sistema de transporte informou manter uma contraproposta de aumento de 4,39% e destacou dificuldades financeiras, explicadas por redução de subsídios por quilômetro rodado e declínio na arrecadação. A negociação será retomada nesta quarta-feira, na tentativa de chegar a um entendimento entre os envolvidos.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.



